23.4.10

mar

foto: Mónica B (www.olhares.com)

deitei-me nas ondas do mar
que me vieram roubar
a alma, ao corpo cansado
chegaram de madrugada
em maré pouco agitada
com água pouco molhada
para não me acordar.
ondularam devagar
tomando-me doces, nos braços
levaram-me em sal de abraços
como se fossem beijar
na pele fizeram-me traços
sinalizando pedaços
de azul para, marejar.
no peito, pesadas saudades
amarradas em vontades
que não puderam remar
arrastaram-me ao profundo
mar (o meu novo mundo)
onde fiquei a morar

4 comentários:

b ú z i o disse...

está bonito!

(teu novo mundo?!...hummmm)

ivy disse...

a tua poesia é prova disto: existe beleza na dor, a tristeza também embala, mas... é urgente emergir!


beijinho

Pedrasnuas disse...

QUE DIZER? SEI LÁ...BELO,BELO,BELO!!!

PARABÉNS ...SEMPRE

XR disse...

Vim aqui parar "por acidente"... mas vai ficar marcado no gps do blog.

Gostei muito deste poema, sinto o Mar como algo próximo, essencial como o são os sonhos - e sinto o Mar como um imenso azul de sonhos liquefeitos - e assim como poderia não gostar?

Talvez não comente na(s) próxima(s) visitas, mas voltarei mais vezes concerteza.

Abraço