14.12.10

anjos de Natal

pintura de Hugo Simberg


a neve já caía sobre a mesa
em noite que diziam ser NATAL
quando o frio servido de surpresa
os deixou numa letargia final

cansados, despojados de certezas
só silêncios lhes faziam companhia
lembravam mentalmente as belezas
que houveram no passado, nesse dia

os anjos com as asas já quebradas
por gelos d'almas pobres desavindas
deixam árvores de natal iluminadas
com lágrimas feitas de estrelas lindas

morreram os meus ANJOS DE NATAL
chegaram sem notar ao fim da linha
perderam estatuto imortal
ganharam uma alma como a minha

2 comentários:

Susan disse...

Nuno um poema extremamente reflexivo "morreram os meus ANJOS DE NATAL
chegaram sem notar ao fim da linha
perderam estatuto imortal
ganharam uma alma como a minha"
Ao ganhar essa alam como a tua toda dor e todo o pranto de asas partidas se fez poesia ...
Lindo , maravilhoso !!!!
Beijo
Susan

Baila sem peso disse...

A tristeza carrega os Anjos
e a fome e pobreza os embala
anda tudo ao contrário meu amigo
mas que pelo menos a Paz esteja contigo...

Desejo-te a beleza do teu interior
numa palavra apenas: AMOR

hoje, amanhã e sempre...não precisa ser Natal
afinal...apenas um dia normal!!!

(do teu poema retirei a beleza
entremeada com tristeza
e irei pensar nele à minha mesa!)

Boas Festas
beijos