31.12.10

o infinitamente azul


o infinitamente azul chegou, devagar
podia ser luz
ou os teus olhos
diluídos nos sentidos
que se enfraquecem no tempo
podia ser, quem sabe, o mar
gemendo na praia que foge
por dentro de uma ampulheta
podia ser... o céu onde me perco
procurando a tua estrela
que (de)cadentemente se esvai

o infinitamente azul chegou, devagar
como uma fatalidade absolutamente normal
que vem roubar
de uma forma absolutamentemente casual
o sopro do teu respirar
do meu cabelo curto e ligeiramente nevado

podia ser um sorriso meu
simples, tímido, singelo
que, à noite, se rasga com o tropeçar
no destino que nos faz mudar de cor

o infinitamente azul queria definitivamente ficar

7 comentários:

Anónimo disse...

Que lindo, o mar e a praia em (amor?) azul... Um ano feliz para ti.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
OutrosEncantos disse...

fascinante o teu...
sentir e ousar...

queria ter a certeza de não precisar contar o tempo para poder ler-te(vos) indefinida e infinitamente!

beijos.

al disse...

boas entradas, nunoG ... (:

Susan disse...

O mar e seu azul querendo ficar ...
Muito bom de te ler !!!
Beijo
Susan

José María Souza Costa disse...

Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Tempo Agradável, Harmonioso e com Sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito Simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Se tiveres tuiter, e desejar, é só deixar que agente segue.
Um abraço e fique com DEUS.

http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

Angel Utrera disse...

O infinitamente azul é como a voz durmida do silencio cando perdido nos teus pasos sin rumba fixo nin destino, afondeste na neboa escura da calidez das bàgoas, na procuro do consuelo qu so o infitamente azul e quen de procurarte......
Maravilloso poema, Nuno, como sempre desfroto moito dos teus pensamentos...