17.9.09

poeira temporal

foto: Paulo César (http://www.olhares.com/)

fotografo momentos com os olhos
que se imprimem na alma, câmara escura
com uma precisão sempre tão dura,
tolhendo-me os sentidos hesitantes.
são instantes que duram um segundo
tão longo como esta eternidade
perdida na contagem da idade
que torna o pensamento infecundo

são rolos de película a granel
cobertos por poeira temporal
que sopro espalhando em papel,
palavras de valor residual
riscadas em desenho duma vida

envolvido por luz enfraquecida
escrevo um poema casual
buscando a razão condicional
para retardar a despedida

8 comentários:

lagrima disse...

Obrigada. Beijo!

Gostei da tua poesia. Hei-de voltar!
Espero por ti lá no meu canto.

Fa menor disse...

Momentos impressos na alma... que as palavras os libertem!

Bjinhos

S* disse...

Gostei muito... as fotografias conseguem captar emoções...

Secreta disse...

Nada melhor do que a alma , para registar todos os momentos.

Sonia Schmorantz disse...

Imagens e palavras em perfeita sintonia, muito bonito!
abraço

Pedrasnuas disse...

MARAVILHOSO...HÁ MOMENTOS EM QUE FICAMOS NOSTÁLGICOS...ESPECIALMENTE QUANDO SENTIMOS A LUZ DA VIDA ALGO ENFRAQUECIDA...

GOSTEI MUITO DO POEMA E DA FOTO,MUITO A PROPÓSITO

BEIJINHO

Marta disse...

Gostei muito de blog. Vim retribuir a tua visita e voltarei muitas vezes, de certeza.
Vou juntar-te aos meus "bem bons"

Parapeito disse...

...quase sempre tudo fazemos para retardar a despedida...
Imagem excelente comunga com as tuas palavras
Dias cheios de brisas frescas**