3.9.09

derreto chocolate no calor da alma


derreto chocolate no calor da alma
que escorre por dentro, espesso e devagar
percebo-o como doce lava a rastejar
que preenche espaços ocos, indecisos
ávidos dos sabores por vezes imprecisos
dos quadradinhos de amor
que partidos docemente
deixam cheiros a cacau dormente
viciam vontades e anestesiam minha dor

são segredos de sentidos combinados
são sabores que andam abraçados
beijos por vezes imaginados
teores de açúcar perdidamente apaixonados
que seduzem, que se fundem, que insistem
em me ter a mim, assim carente
esperando pacientemente o chocolate quente
derretido por ti, misteriosamente
no calor que me sufoca a alma

4 comentários:

Pedrasnuas disse...

TÃO LÂNGUIDO ...TÃO VICIANTE...TÃO ATRAENTE...TÃO VOLUPTUOSO...TÃO LASCIVO...E...TÃO DELICIOSO

BEIJINHO E BOM FIM DE SEMANA

FOI UM PRAZER

Baila sem peso disse...

Chocolate quente
misteriosamente
de uma alma sufocada
pelo calor
do derreter do amor...
ardente...até na dor!

© Piedade Araújo Sol disse...

...após ler o poema lembrei de:

"Como Água para Chocolate" da Laura Esquivel.

boa semana!

b ú z i o disse...

vim aqui procurarb este teu poema porque só agora reparei no marcador de livro... :)