4.2.10

quando chegares

quando chegares, talvez já não me encontres
talvez na pressa de partir, deixe a pairar pela casa
o perfume que me deste.
por certo deixarei a janela entreaberta
para sentir o sorriso da lua beijar-me a face, em despedida
e iluminar meus lábios que descansam das palavras que te disse
tantas vezes, tanto tempo, com vontade.
quando chegares, apaga o brilho dos meus olhos com um sopro
e não deixes lágrimas molhar-me o corpo
despojado da alma que te abraça.
quando chegares, dá-me a tua mão:
no teu pulso estreito, vou sentir, ao partir
o bater do teu coração


5 comentários:

lagrima disse...

Ontem, quando cheguei, já dormitava, olhito aberto e o outro fechado...:)! Me encantei e despertei!...
Li e reli, fiquei olhando..., depois sorrindo..., ...e saboreando esta doçura terna, simples e tão envolvente que é a tua forma de poetar!
E tanto me envolveu e serenou que acabei adormecendo!
De manhã, quando acordei, ainda estava aqui!
Beijo, Nuno!

Adoro ler-te, sabias?! :)))

☆Fanny☆ disse...

Muito lindo, Nuno!

Uma leitura serena, bela... flores da tua alma que derramaram ternura nos meus olhos.

Um beijinho*

Confesso disse...

Deixe a janela entreaberta... Quero entrar, espera-me estou chegando...

Beijos confessos...

Baila sem peso disse...

Quando chegares um sopro...e vou partir...

dizendo simplesmente...
- Como sempre, gostei de aqui vir!

beijo ao sair...

Susan disse...

Quando chegares já estou de partida ...
Triste , profundo ,encantador essa partida de quem quer na verdade ficar ...
Beijos
Susan