17.3.11

Sete segredos

Deixo-me assim sem chão
Suspenso num olhar distante
Balançando numa corda esfarrapada
Que ameaça romper com um simples grito
Deixo-me assim, em queda livre
Num vento quente sem beijos
Bafo de ladrão de sonhos
Que faz truques de magia
Enganando o meu incauto peito
Deixo-me assim, parado
Numa música que era tua
Por cada nota que mato
Esmagada entre dedos tristes
Nasce canção de revolta
Que fecho com sete segredos
Deixo-me...
Deixo-me...
Deixo-te
Sem chão
Bafo de ladrão
Que enganava o meu peito

4 comentários:

Bethânia Loureiro disse...

Todo fim é sempre triste.
Poema lindo!!
bjos

NunoG disse...

sim Bethania...

iolanda disse...

Amar é um ato...Viver, um fato... Existir, uma obrigação...Lutar, uma opção... Sonhar, um desejo...Querer, uma atitude... Amigos, uma virtude... Decisões, um conjunto de atitudes... A vida, um conjunto de circunstâncias que você escolhe!
Beijos com carinho...

NunoG disse...

obrigado Iolanda por tão importantes palavras...