12.3.11

Céu sem anjos

De repente
O rio inverteu a marcha
Revoltado com a revolta do mar
Subiu escarpas, procurou nascente
E adormeceu cansado
Perto da lua, que se dissolvia
Num céu sem anjos e com deuses
Apagando estrelas
Almas acabadas de chegar

Ao longe, o oceano
Secando lágrimas salgadas
Na areia ainda quente
Pelo corpo que deixaste de usar

4 comentários:

Bethânia Loureiro disse...

Vc conseguiu colocar leveza na revolta... Gostei!
beijos

NunoG disse...

obrigado Bethania, por me acompanhar

Sonia Schmorantz disse...

Parece brincar com as palavras, muito bonito.
Um abraço e uma boa semana

NunoG disse...

obrigado Sonia!