6.4.11

prendes-me a ti

Prendes-me a ti em teia transparente
De querer (e não querer)
Colo-me em mel suado que escorres
Enleio-me nos teus beijos de língua quente
Derreto-me no calor envolvente
Das noites quentes de Verão
Estreladas
Saboreadas
Lentamente prolongadas
Por horas curtas roubadas
Aos tempos de solidão

Prendes-me com luvas rendilhadas de cinema
Negras (de querer)
Dedos lânguidos que provocam
Espreitando
Tocando
Arrepiando
Arranhando (por querer)
Pele carente, ansiosa por te ter

Tenho-te na seda tecida
Do lençol em desalinho
Tenho-te aos pedaços
Nos tempos que nos separam
Nos tempos que se baralham
Nos tempos de querer
(e não querer)
Quando te tenho nos braços

2 comentários:

al disse...

lindo (:

Susan disse...

Poema quente envolvente cheio de paixão e com uma sensualidade rica em bom gosto ...
Cada vez que te leio um surpresa nova...
bom te ler !!!
beijos
Susan