9.6.09

sem nome

hoje quero ficar só
talvez p’ra sempre
com os meus botões
sem confusões
hoje não acredito mais
que haja número par
diferente
que seja capaz de amar
serenamente
que seja nas palavras
prudente
que não questione
eternamente
o amor que tenho para dar
de um modo talvez
diferente

11 comentários:

Sonia Schmorantz disse...

Ainda bem que é só hoje! Com as manhãs sopram novos ventos, novos tempos, novas pessoas...
bom dia!

Nanda Assis disse...

coisa linda gente!!!

bjosss...

o Nosso cAstelo disse...

um sem nome que talvez possa ter o nome de utopia...

Marta Vasil disse...

Nuno

O teu poema parece simples, mas é muito profundo e inquieto, faz-no reflectir sobre o modo com nos relacionamos com o outro, sobretudo, toca a não aceitação da diferença do nosso Eu, daquilo que nos faz um Ser diferente do outro. É essa diferença que nos faz enriquecer, mas também é ela que incompreendida, nos causa sarilhos na vida.
Nem todos os dias nos sentimos assim tão incompreendidos, o dia de amanhã poderá ser mais brilhante, basta às vezes que uma nuvem se dissipe. Faz falta acreditar.
Desculpa estecomentário quase "maternal", mas foi o que reflecti e senti depois de ler as tuas palavras.

Beijinho

MV

AnaLuísa disse...

meu deus, que poema lindo *.*

mas não te feches.. há por aí mais pessoas com essa forma de amar igual à tua..

um beijo solto *

Elza Fraga disse...

Estive lá no
histórias para DI(vertir)
e adorei.
Mas não resisti e vim pra cá cheirar poemas.
Gostei do perfume delicado!
Parabéns pelos escritos.
Bitokitas, sucesso e luz.

© Piedade Araújo Sol disse...

muito profundo. bem rimado.

por vezes é preciso ficar só.

um beij

Su disse...

hoje andei por aqui,,,,,,,ou melhor às vezes ando por aqui:))))))))

hoje quero ficar só----------------pois


jocas maradas

Pedrasnuas disse...

INCOMPREENDIDO? MAL AMADO? DESENCANTADO?

BEIJO

frAgMenTUS disse...

já tinha lido este teu poema e racionalizando um pouco, lembro-me de um filósofo q gosto imenso:hegel (séc.XIX), q afirma q o devir histórico da realidade é composto por posição, oposição e composição (depois marx designou por tese, antítese e síntese).

estes 3 momentos são por ele exemplificados através do exemplo da semente, flor e fruto e acho que na redescoberta do amor é import tê-los conscientes, pk de facto quando a semente do amor (regra geral, pelo terreno da paixão, creio eu) começa a germinar está já em mudança para um outro momento posterior que é da flor, mais bela e madura que a semente mas que, ainda assim, deverá dar origem ao fruto sumarento das delícias do amor e da paixão (já estou em devaneio poético). para tal, e aqui está o cerne do teu poema: há momentos de 'sem nome', de mudança, solidão e reflexão, angústia e inquietação mas resta saber se as afinidades existentes são suficientes para superar as diferenças...se sim, então temos um todo pleno de fragmentos que se conjugam em harmonia de sentido (tendo em conta de que a perfeição, de facto, não existe e é apenas um ideal).

desculpa se te macei com este comentário, mas atrevo-me a deixar uma cit. de hegel sobre o que te falei, acompanhada de um bj com nome ;)

" O botão desaparece na flor que desabrocha,como se ela o negasse;da mesma forma, o fruto coloca-se em lugar dela como se a existência da flor fosse falsa. Essas formas não apenas diferem, mas rejeitam-se como incompatíveis. Porém não só se contradizem, como uma é tão necessária quanto a outra, e significa a vida do todo."

Anónimo disse...

Há gente que ama da mesma maneira que tu e às vezes não o demonstra...
Bjs
SS