11.6.09

Taprobana


Encontro um pedaço de Pátria
flutuando na alma
longe, paira com orgulho
na janela forasteira
que range e faz barulho
quando a abro, dia dez
numa manhã soalheira.

Invado a cidade quente
com fragrância lusitana
e embarco toda esta gente
numa viagem diferente
à volta da Taprobana.

Adoçados por pastel
que encomendei em Belém
Gama, Camões e Pessoa
navegam no meu batel
que vem de Macau , via Goa.
O rio não fica indiferente
sabe que estão por um dia.
Num suave ondular
resolve fazer-se mar,
e mesmo a sua água fria
que passa a saber a sal
corre com outra alegria
murmura por Portugal.

7 comentários:

Mariana Dore disse...

Que bonito =*

;D

Sonia Schmorantz disse...

Lindo poema, percebe-se que cada palavra é realmente sentida na alma.
Parabéns!
Um abraço

o Nosso cAstelo disse...

Ta.pro.ba.na

nome antigo dado pelos gregos e romanos à ilha de Ceilão, actual Sri Lanka.

Engraçada a 3ª estrofe, vou atrever-me e comentar-te em acróstico, feito agora mesmo:

t ranscendes a realidade em
a mor pela
p átria
r io acima
o bservas, contemplas, em
b atel a magia da História nas
a rmas da cultura-lusa
n avegada e pela poesia narrada com a tua
a lma de homem-poeta!

(6h08 - já ía um pastel de Belém...acompanhas-me? c/ chá, canela e açucar ;) bj luso e doce

Magdalena disse...

Warmest regards from Poland! :-)

Baila sem peso disse...

Gostei desta gaveta hoje terra
gostei das suas confissões
que no interior encerra...
da poesia que hoje é Camões...
Obrigada pela visita
ao meu humilde cantinho
que recebeu com carinho
a palavra bonita que foi dita :)

E hoje por acaso vou a Belém
talvez coma o pastelinho como convém
com muita canela, adornado com solinho
e água do meu rio que passa devagarinho :)

Um beijinho

Vieira Calado disse...

Olá, amigo!
Apreciei o escorreito e bom ritmo do seu poema.

Um abraço

Anónimo disse...

fundo branco combina com a tua alma :)

bj, ana