26.9.10

às vezes é assim

às vezes é assim
as palavras escondem-se
em complicados becos de memória
e permanecem escuras como a noite
sem as podermos alcançar
às vezes, lá as apanho
trago-as à força
amarro-as, umas atrás das outras
em filas de semânticos degredos
em busca do poema entendível
às vezes, as palavras
condenam o poeta à forca
chegam ao papel
e em passe de magia
branqueiam-se numa alvura angelical
às vezes, o poema
é uma simples folha branca de papel



3 comentários:

Lethéia disse...

oi...gostei..bjs

OutrosEncantos disse...

é Nuno, às vezes é assim :-(
Beijo

sonja valentina disse...

impossível ficar indiferente a tamanha beleza das palavras... ainda que por vezes elas insistão em se esconder. lindíssimo!!!